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SOLUÇÃO DE LUGOL 5% - 20 ML

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Por se tratar de Produtos Naturais os resultados podem variar de indivíduo para indivíduo, sendo gradativo para uns e mais rápido para outros. Portanto, o terapeuta Ivandélio Sanctus não aconselha que interrompa nenhum outro tratamento sem o conhecimento do seu médico.
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COMPOSIÇÃO DO LUGOL:  é    fabricado  com IODO inorgânico/IODETO de potássio   da  mais pura matéria prima , pois o  IODO ORGÂNICO é  altamente prejudicial para a saúde.   LUGOL  tem a concentração  de 5% .

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POR MOTIVOS TÉCNICOS E CUIDADOS ESPECIAIS ESSA EMBALAGEM DE 30 ML CONTÉM 20 ML DE LUGOL.

 

 

UM GRANDE DEBATE SOBRE O IODO

 

Artigo de Sally Fallon Morell

O iodo é fundamental para a saúde humana. Ele é a base dos hormônios da tireoide e desempenha muitas outras funções na bioquímica humana. Embora a glândula tireoide contenha a maior concentração do corpo de iodo, as glândulas salivares, o cérebro, o líquor, a mucosa gástrica, as mamas, os ovários e uma parte do olho também concentram o iodo. No cérebro, o iodo é encontrado no plexo coroide, a área dos ventrículos do cérebro onde o líquido cefalorraquidiano (LCR) é produzido, e na substantia nigra, uma área associada à doença de Parkinson.

 

O iodo é essencial para o crescimento e desenvolvimento normal. A deficiência de iodo no útero e durante o crescimento pode resultar em cretinismo, uma condição de grave atraso no crescimento físico e mental devido à deficiência nutricional de iodo prolongada ou de deficiência congênita não tratada dos hormônios da tireoide (hipotireoidismo). A condição é caracterizada por baixa estatura, atraso na maturação óssea e puberdade, infertilidade, comprometimento neurológico e déficits cognitivos que variam de leve a grave. A carência de iodo também provoca o bócio, um progressivo alargamento da glândula tiroide. Ambas as condições têm levado a campanhas de saúde pública da administração de iodo em muitos países. A adição de compostos de iodo ao sal de mesa ou à água representa a primeira tentativa de suplementação de nutrientes através de "fortificação" de alimentos comuns.

 

Iodo nas campanhas de saúde pública

 

No passado, o cretinismo endêmico devido à deficiência de iodo foi especialmente comum em áreas do sul da Europa em torno dos Alpes. Foi descrito por escritores romanos antigos e muitas vezes representado por artistas medievais. Os primeiros escaladores das montanhas alpinas, por vezes, atravessaram aldeias inteiras de cretinos. No final do século XVIII e início do século XIX, diversos viajantes e médicos descreveram o cretinismo alpino sob uma perspectiva médica, muitas vezes atribuindo a causa ao "ar estagnado" nos vales das montanhas ou à "água ruim".

 

Áreas mais levemente afetadas do interior da Europa e da América do Norte no século XIX eram chamadas de "cinturões de bócio." O grau de deficiência de iodo era mais brando e manifestado principalmente como um alargamento da tireoide, em vez de deficiência física e mental grave. Na Suíça, onde o solo é pobre em iodo, os casos de cretinismo eram abundantes e ainda são considerados hereditários. Como a variedade de fontes de alimentos aumentou dramaticamente na Europa e América do Norte e as populações tornaram-se menos  dependente de apenas alimentos produzidos localmente, a prevalência de bócio endêmico diminuiu.

 

Somente no início do século XX os cientistas descobriram a relação do cretinismo com a falta de iodo e a deficiência de tireoide. A adição de iodo ao sal ou à água potável é creditada com a redução ou eliminação de cretinismo e o bócio,  embora o cretinismo ainda permaneça como um problema grave em muitos setores rurais da China.

 

Nas zonas costeiras, a ação das ondas do mar produz o gás de iodo. Uma vez no ar, o iodo combina com a água ou ar e entra no solo. Plantas e alimentos de origem animal crescidos em solo contendo iodo terão o iodo que se tornará disponível como alimento. Pode também ser absorvido através da pele pelo ar das áreas de costa, o que pode explicar porque muitos relacionam a melhoria da saúde após uma visita a um resort à beira do oceano, e por que pessoas com alergia grave ao iodo correm o risco de uma reação, se eles se aventuram muito perto do mar.

 

Iodo e saúde da mama

 

As mulheres japonesas têm baixas taxas de câncer de mama e consomem altos níveis de iodo. Esta observação levou à teoria de que os níveis de iodo na dieta japonesa, rica em algas e frutos do mar, oferecem proteção contra o câncer de mama e outras doenças da mama. Os defensores dessa teoria perceberam  que atualmente uma em cada sete mulheres americanas (quase 15 por cento) irá desenvolver câncer de mama durante sua vida. Trinta anos atrás, quando o consumo de iodo foi o dobro do que é agora (480 mcg por dia), uma em cada vinte mulheres desenvolveram câncer de mama. Trinta anos atrás, o consumo de sal iodado foi ainda maior do que é hoje, além do que uma forma de iodo era utilizada como um condicionador de massa na fabricação de pão, e cada fatia de pão continha 0,14 mg de iodo. Em 1980, os fabricantes de pão começaram a usar o brometo como condicionador no lugar do iodo, que compete com o próprio iodo na absorção pela glândula tireóide e de outros tecidos do corpo. O iodo também foi mais amplamente utilizado na indústria de laticínios como um asséptico das tetas 30 anos em relação ao que  é agora. Segundo este argumento, 15 por cento dos adultos do sexo feminino da população dos EUA sofre de moderada a severa deficiência de iodo. 1

 

A correlação da deficiência de iodo com câncer de mama é reforçado por relatos na literatura científica. Mulheres com história de câncer de mama são quase três vezes mais propensos a desenvolver câncer de tireóide que as mulheres sem essa história, e há uma correlação geográfica entre a incidência de câncer de mama e bócio.2 Estudos demográficos mostram que uma alta ingestão de iodo é associada a uma baixa incidência de câncer de mama, e uma baixa ingestão com uma alta incidência de câncer de mama. 3

 

Estudos em animais mostram que o iodo previne o câncer de mama, suportando a favor de uma associação causal destes achados epidemiológicos. Os carcinógenos nitrosomeilureia e  DMBA causam câncer de mama em mais de 70 por cento dos ratos do sexo feminino. Aqueles que recebem iodo, especialmente em sua forma molecular como I2 , têm uma redução estatisticamente significativa na incidência de câncer. 4 Outras evidências acrescentando plausibilidade biológica para a hipótese de que o iodo previne o câncer de mama inclui a conclusão de que as células ductais da mama, aquelas com maior probabilidade de se tornar cancerosas, são equipadas com uma bomba de iodo (o  simportador iodo-sódio – NIS -, o mesmo da glândula tiróide) para absorver esse elemento. 5

 

Achados semelhantes se aplicam a doença fibrocística da mama.Em estudos com animais, os ratos fêmeas alimentados com uma dieta livre de iodo desenvolvem alterações fibrocísticas em suas mamas, e iodo em sua forma elementar (I2) cura.6

 

Já em 1966, pesquisadores russos revelaram que o iodo alivia eficazmente os sinais e sintomas da doença fibrocística da mama. Setenta e um por cento de 167 mulheres que sofrem de doença fibrocística experimentaram um efeito benéfico de cura quando tratados com 50 mg de iodeto de potássio durante o período intermenstrual.7

 

Um estudo canadense de 1993 considerou igualmente que o iodo alivia sinais e sintomas da doença fibrocística da mama em 70 por cento dos pacientes.Este relatório é  composto de três estudos clínicos, duas séries de acompanhamento realizadas no Canadá com 696 mulheres tratadas com vários tipos de iodo, e um em Seattle. O estudo de Seattle foi um estudo randomizado, duplo-cego controlado por placebo, onde 56 mulheres compararam 3-5 mg de iodo elementar (I2) com um placebo (uma mistura aquosa de corante vegetal marrom com quinino).Os investigadores acompanharam as mulheres durante seis meses e arrolaram mudanças objetivas e subjetivas em suas doenças fibrocísticas.8

 

Uma análise do estudo de Seattle mostrou que o iodo teve um efeito estatístico  significativamente benéfico sobre a doença fibrocística. O iodo reduziou a queda da mama, a nodularidade, a rigidez da fibrose e número de macrocistos em relação ao grupo  controles. Este relatório de 36 páginas,9  foi submetido ao Food and Drug Administration (FDA) em 1995, buscando a aprovação da agência para realizar um grande ensaio clínico randomizado controlado com iodo para tratar doença fibrocística da mama. FDA se recusou a aprovar o estudo, porque "o iodo é uma substância natural, e não uma droga." Mas o FDA decidiu recentemente aprovar um estudo semelhante patrocinado pela Symbollon Pharmaceuticals.

 

Outros Benefícios

 

O iodo pode ser útil no tratamento de outros tipos de câncer, porque induz a apoptose, a morte celular programada. A apoptose é essencial para o crescimento e desenvolvimento (os dedos se formam no feto pela apoptose do tecido entre eles) e para destruir as células que representam uma ameaça à integridade do organismo, como as células cancerosas e células infectadas por vírus. Em um experimento, células de câncer de pulmão humano  com genes inseridos dentro delas que reforçam a captação e a utilização do iodo sofreram apoptose e encolheram quando foi administrado iodo, tanto quando cultivadas in vitro, fora do corpo, como se implantados em camundongos. 10 Alguns médicos prevêem uma maior utilização de iodo no tratamento do câncer.

 

O iodo pode ter outros benefícios - para que mais estudos são necessários. Evidências indicam que o consumo aumentado de iodo  substitui e, portanto, ajuda a desintoxicar de outros halogênios, tais como flúor e brometo, e até mesmo metais tóxicos, como, alumínio, chumbo e mercúrio. 11 Uma teoria é que quantidades liberais de iodo na dieta pode proteger contra os efeitos nocivos do água fluoretada.12 O iodo suporta o sistema imunológico e protege contra o crescimento anormal de bactérias no estômago.13

 

Além da tireóide e das glândulas mamárias, outros tecidos possuem uma bomba de iodo (o simportador sódio-iodo), que permite a concentração de iodo. Assim, é lógico concluir que o iodo desempenha um papel importante nesses órgãos: mucosa do estômago, glândulas salivares, ovários, timo, pele, cérebro, articulações, artérias e ossos.

 

A História da Terapia de iodo

 

O iodo foi descoberto em 1811 e pouco depois entrou na farmacopéia. Foi utilizado em grandes quantidades, até meados da década de 1900, para o tratamento de várias condições dermatológicas, doença pulmonar crônica, nas infestações por fungos, para a sífilis terciária e até mesmo a arteriosclerose. 14 O prêmio Nobel Dr. Albert Szent Gyorgi (1893-1986), o médico que descobriu a vitamina C, escreveu: "Quando eu era estudante de medicina, o iodo na forma de KI [de iodeto de potássio] foi o remédio universal. Ninguém sabia o que ele fazia, mas fazia alguma coisa e fazia algo de bom. Nós, estudantes, utilizávamos para resumir a situação num pequeno verso:

 

“Se vós não sabeis onde, o quê e porque, vós prescreveis, então, K e I. "15

(If ye don’t know where, what, and why Prescribe ye then K and I.)

 

De acordo com a 11 ª edição da Enciclopédia Britânica, publicado em 1911, a ação farmacológica de compostos contendo iodeto de potássio, "é tão obscuro quanto os seus efeitos em determinadas condições de enfermidade que são sempre brilhantes. Nossa ignorância quanto ao seu modo de ação é mascarada pela expressão desobstrutor, o que implica que ele possui o poder de expulsar as impurezas do sangue e tecidos.O mais notável é o caso dos produtos tóxicos da sífilis. Em seu estágio terciário e também mais precocemente,  a doença cede mais rápido e inconfundível aos iodetos, tanto é assim que a administração desses sais, é realmente a melhor forma de determinar se, por exemplo, um tumor craniano ser sifilítico ou não. "(Talvez o que os iodetos façam é remover o mercúrio tóxico dos corpos de sifilíticos que tinham sido tratados com medicamentos com base em mercúrio!)

 

Sarah Pope, lider comunitário de Tampa/St. Petersburg (Flórida), relata que seu pai, pediatra, rotineiramente dava solução de Lugol (uma combinação de iodo e iodeto de potássio) para tratar a congestão nos pulmões e seios da face. A teoria era de que as gotas de iodeto iriam diluir o muco e tornar a tosse mais produtiva.A dose seria de cinco gotas em água, prosseguindo durante vários dias. Em sua experiência profissional, o remédio aliviava o congestionamento e, no caso dos asmáticos, dilatava os brônquios e melhorava a respiração.A autora recebeu o mesmo remédio quando criança; o gosto de iodo traz de volta memórias de estar doente e na cama, recebendo as gotas em suco de laranja.

 

O declínio no uso de iodo na medicina começou em 1948 quando os pesquisadores Wolff e Chaikoff publicaram um documento histórico sobre os efeitos na tireóide em quantidades crescentes de iodeto de potássio, injetada em ratos. Os autores afirmam: "A ligação orgânica do iodo na glândula pode ser quase completamente bloqueada ao se elevar o nível de iodo inorgânico no plasma (IIP) acima de um certo nível crítico, o que para o rato equivale a cerca de 20 a 35 por cento."16 Este efeito tornou-se conhecido como o Efeito Wolff Chaikoff (W-C). De acordo com a visão convencional, os elevados níveis de iodeto intracelular suprimiriam a transcrição da enzimas peroxidase (TPO) , juntamente com a NADPH oxidase, levando a uma redução na síntese de hormônios da tireóide, tiroxina.17 Como prova do efeito W-C, os livros textos apontam para o fato de que grandes quantidades de iodeto de potássio pode tratar hipertireoidismo. Outra constatação aparente é o efeito de supressão da tireóide por várias drogas contendo iodo, das quais a mais famosa é a amiodarona, o que pode causar tanto hipo como hiperatividade  da tireóide. Num ensaio em que a amiodarona foi comparada com outros medicamentos para o tratamento da fibrilação atrial, hipotireoidismo bioquímico (definido por um nível de TSH entre 4,5-10 mU/l) ocorreu em 25,8 por cento no grupo tratado com amiodarona em oposição a 6,6 por cento do grupo controle (placebo ou sotalol). O hipotireoidismo (definido como TSH maior que 10 mU/l) ocorreu em 5,0 por cento em comparação com 0,3 por cento do outro grupo. 18

 

Ao longo do tempo, essas observações levaram a um declínio no uso de iodo na medicina. Enquanto as autoridades de saúde chegaram a um consenso geral de que a deficiência de iodo causa, em ordem crescente de gravidade: bócio e hipotireoidismo, retardo mental e cretinismo, as autoridades dos EUA e da Europa acordaram uma taxa  baixa como  Ingestão Diária Recomendada (IDR)(No Brasil VDR), antigamente chamada Recommended Dietary (RDA), de 100-150 mcg por dia. Este montante vai impedir o bócio e sinais evidentes de deficiência, mas pode não ser suficiente para impedir outras condições devido a deficiência de iodo, e é muito menor que os montantes anteriormente dado rotineiramente aos pacientes.

 

Críticos do Efeito W-C  observam que a dose padrão de iodeto de potássio foi de 1 grama até meados da década de 1900, o que contém 770 mg de iodo, mais de cinco mil vezes mais que o IDR. Por muitos anos  médicos utilizaram o iodeto de potássio em doses a partir de 1,5-3 g para até mais do que 10 gramas por dia, interno e externo, para tratar a asma brônquica e doença pulmonar obstrutiva crônica, aparentemente com bons resultados e poucos efeitos colaterais. Ainda hoje, os dermatologistas tratam determinadas condições de pele, incluindo erupções fúngicas, começando com uma dose de iodo de 900 mg por dia, seguido por aumentos semanais de até 6 gramas por dia conforme tolerância.

 

Mas o uso geral do iodo e de compostos com iodo na medicina tem diminuído, como também o seu uso como aditivo alimentar. O saber médico atual  tanto como as autoridades de saúde pública tem desconfiança do iodo. Estudiosos da tireóide citam o Efeito W-C e alertam que o TSH (hormônio estimulador da tireóide) pode aumentar seus níveis no sangue com a ingestão de iodo de um miligrama ou mais.

 

Em um artigo de revisão de 2000 sobre o uso de iodo como desinfetante da água, o autor Joe Hollowell observa que estudos indicam acentuada sensibilidade individual ao iodo, sendo as mais vulneráveis ​​aos efeitos adversos são aqueles com doença de tireóide e baixa ingestão de iodo anterior. Problemas causados ​​pelo consumo de água iodada, incluindo seja o hipotireoidismo como o hipertireoidismo, geralmente desaparecem após descontinuar o consumo. Uma dose segura é de 1-2 gramas por dia, e a maioria pode tolerar quantidades muito maiores, sem problemas. 19

 

O Desafio

 

Um desafio para as diretrizes reinantes sobre os compostos de iodo veio em 1997, quando o Dr. Guy Abraham, ex-professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade da Califórnia, montou o que chama de Projeto Iodo. Ele tinha sua companhia, Optimox Corporation, que faz o Iodoral, uma forma de comprimido de solução de Lugol (que combina iodo e iodeto de potássio), e ele contratou dois médicos de família, o Dr. Jorge Flechas (em 2000) da Carolina do Norte e o Dr. David Brownstein (em 2003), em Michigan para a realização de estudos clínicos com doses elevadas do composto de iodo.20  A hipótese do projeto é de que a manutenção da suficiência do iodo para o corpo inteiro requer 12,5 mg por dia, um montante semelhante ao que os japoneses consomem e mais de oitenta vezes o RDI de 150 mcg. A visão convencional é que o corpo contém 25-50 mg de iodo, e de que 70-80 por cento reside na glândula tireóide. Dr. Abraham concluiu que a suficiência de todo o corpo existe quando uma pessoa excreta 90 por cento do iodo ingerido. Ele arquitetou um carregamento-teste de iodo, onde a pessoa toma 50 mg de iodo / iodeto de potássio e mede a quantidade excretada na urina durante as próximos 24 horas. Ele descobriu que a grande maioria das pessoas retém uma quantidade significativa dessa dose de 50 mg. Muitos necessitam de 50 mg por dia durante vários meses antes de excretarem 90 por cento dele. Seus estudos indicam que, dada uma quantidade suficiente, o corpo retém muito mais iodo do que se pensava inicialmente, 1.500 mg, e apenas 3 por cento desse valor é retido na glândula tireóide.

 

De acordo com Abraham, mais de 4.000 pacientes neste projeto, receberam o iodo em doses diárias variando de 12,5 a 50 mg, e em pacientes com diabetes, até 100 mg por dia. Segundo estes médicos, o iodo com estas doses, de fato, revertem a doença fibrocística; permite que os pacientes diabéticos usem menos insulina e em pacientes com hipotireoidismo, usarem menos medicamentos para tireóide; resolve os sintomas da fibromialgia, e pára com a enxaqueca. Eles relatam que os efeitos colaterais do iodo, incluindo-hipo ou hipertireoidismo, alergias, inflamação das glândulas salivares e tireóide, ocorrem em menos de 5 por cento. 21 Exames de urina confirmam que estas doses de iodo removem os halógenos tóxicos como o flúor e o brometo do corpo. 22

 

Eles acreditam que iodismo, um gosto metálico desagradável,  corrimento nasal e lesões de pele como acne, seja causado pelo brometo que o iodo  extrai dos tecidos. Os sintomas desaparecem com uma dose mais baixa de iodo.

 

Em 2005, o Dr. Abraham publicou uma longa desafiando o efeito Wolff-Chaikoff. "O efeito W-C é supostamente o efeito inibitório do iodo inorgânico periférico (PII) em níveis iguais ou superiores a 0,2 mg/l (10-6M) na organificação do iodo pela glândula tireóide de ratos, resultando supostamente em hipotireoidismo e bócio. Estes ratos nunca se tornaram hipotireoideos e os hormônios da tireóide não foram medidos no plasma. No entanto, o efeito W-C, que nem sequer ocorrer nos ratos, foi extrapolado para os seres humanos. A interpretação correta dos resultados obtidos em ratos a partir dos experimentos W-C é: a suficiência do Iodo da tireóide foi alcançada quando os níveis séricos de iodeto inorgânico chegou a 10-6M... Estes ratos cumpridores da lei, se recusaram a tornarem-se hipotireoideos e, pelo contrário, seguiram sua resposta fisiológica normal à carga de iodeto. Eles foram acusados ​​injustamente de escapar do efeito W-C. A rotulação destes ratos inocentes como fugitivos do efeito W-C foi uma grande injustiça contra estes roedores.

 

"Para a desgraça e estupidez da profissão médica, os médicos dos EUA engoliram a Fraude W-C de forma acrítica, o que resultou em um retardo para o uso clínico de  iodo não radioativo inorgânico em quantidades eficazes. No entanto, este tipo de  moratória não incluiu drogas com componentes tóxicos com iodo orgânico e o iodo radioativo. A mentalidade iodofóbica impediu uma investigação adicional sobre as necessidades do corpo inteiro de iodo inorgâncio não radioativo, que deve ser entre 100-400 vezes além da recém-criada RDA... Antes da Segunda Guerra Mundial e da publicação W-C, os médicos amercianos utilizaram amplamente a solução de Lugol segura, eficaz  tanto em hipo como  em hipertireoidismo."23

 

Abraham cita um documento de 1970, que avaliou o efeito da solução de Lugol, administrada em cinco gotas (30 mg de iodo / iodeto) três vezes por dia em cinco pacientes com tireotoxicose (hiper). Na sequência de um protocolo bem concebido, que relatou: "Conclui-se que a rápida redução na secreção de T4 induzido por iodo não é o resultado de uma aguda inibição sustentada da síntese de T4 (o Efeito Wolff-Chaikoff), mas na verdade como resultado de uma abrupta queda na taxa fracional da liberação de T4 da tireóide."24

 

Abraham, portanto, argumenta que para o hipertireoidismo, o iodeto/iodo do Lugol com uma dose diária de 90 mg induziu uma tendência fisiológica para a normalização da função da tireóide", um efeito benéfico, não o fictício Efeito W-C, tal como proposto por Wolff e Chaikoff. É surpreendente que o Efeito W-C, que ainda é citado em publicações iodofóbicas, nunca foi confirmada em ratos por outros investigadores, e nunca foi demonstrado em quaisquer espécies animais.

 

"Em 1948, já havia evidências de que o efeito W-C, se fosse de verdade em ratos (e não era), não ocorre em humanos. A solução de Lugol e solução saturada de iodeto de potássio (SSKI) foram amplamente utilizados em práticas de medicina em pacientes com asma. A quantidade diária recomendada foi 1.000-2.000 mg. Este montante foi utilizado em pacientes com asma, bronquite crônica, enfisema e durante vários anos. Hipotiroidismo e bócio não eram comuns nesse grupo de pacientes. Esses montantes de iodo teria resultado em níveis séricos de iodo inorgânico 100 vezes maior que os níveis séricos de iodo inorgânico de 10-6M (0,2mg/l) implicados por Wolff e Chaikoff em resultar no efeito WC. "

 

De acordo com Abraham, o iodo em quantidades consideradas "excessivas" pelos endocrinologistas da atualidade representam apenas 3 por cento do consumo médio diário de iodeto por  60 milhões de japoneses continentais, uma população com baixíssima incidência de câncer em geral e, em especial dos órgãos reprodutivos femininos.

 

De acordo com Abraham,  a  “iodofobia Médica”  resultou na reposição do  hormônio da tireoide – tiroxina - nas situações de bócio simples induzido por deficiência de iodo e no hipotireoidismo. A tiroxina tem sido o fármaco mais prescrito nos EUA durante vários anos. Assim, os fabricantes de tiroxina tem se beneficiado tremendamente desse engano. Também resultou na destruição da glândula tireoide, por meio de iodo radio ativo em pacientes com hipertireoidismo causado pela deficiência de iodo, embora esta condição já tivesse sido tratada com sucesso com solução de Lugol. A ablação (destruição) da glândula tireoide com iodo radioativo resulta que 90 por cento destes pacientes em hipotireoideos ainda no primeiro ano o que, eventualmente, se junta a população cada vez maior que consome tiroxina. "O fornecimento de hormônios da tireoide a indivíduos privados de iodo mascara a deficiência de iodo e pode resultar num efeito zumbi. Os pacientes são capazes de realizar trabalho físico, mas não são capazes de pensar e raciocinar com capacidade máxima. Um efeito ainda mais negativo é obtido se a privação de iodo é combinado com a saturação de goitrogênicos, como a utilização de  potentes goitrogênicos como o brometo, o flúor, e o perclorato (cloro) no fornecimento de alimentos e água. (Produtos com soja também são tóxicos à tireóide, NT)

 

“O iodo é envolvido em muitas funções vitais físicas e mentais, e até hoje a dose total de iodo do corpo nunca foi determinada. Por quê? Os livros de medicina discutem o iodo inorgânico não radioativo só em relação às deficiências mais graves deste elemento essencial: o hipotireoidismo cretinismo e o bócio endêmico. Baseado na carga de iodo/iodeto em ensaios desenvolvidos pelo autor para avaliar a suficiência do corpo inteiro para o iodo, as quantidades de iodo necessárias para plena capacidade do corpo inteiro e de saúde física e mental são 250-1.000 vezes maior que a quantidade de iodo necessária para controlar o cretinismo, o bócio endêmico e hipotireoidismo”

 

Assim, de acordo com Abraham e seus colegas, o efeito Wolff-Chaikoff não tem significado clínico. Um TSH elevado, quando ocorre durante o tratamento com solução de Lugol, é "subclínica." Isto significa que não apresenta sinais ou sintomas de hipotiroidismo acompanhando a sua ascensão. Algumas pessoas que tomam doses de miligramas de iodo, geralmente superior a 50 mg por dia, desenvolvem um leve inchaço da glândula tireoide, sem sintomas. Abraham acredita que a grande maioria das pessoas, 98 a 99 por cento, pode tomar o iodo em doses variando de 10 a 200 mg por dia, sem quaisquer efeitos adversos clinicamente na função tireoidiana.

 

O Debate

 

Com o trabalho de Abraham e sua popularização por médicos como Jorgas e Brownstein, muitos indivíduos conscientes da saúde começou a tomar a solução de Lugol regularmente, mesmo sem supervisão médica. Um desafio a essa prática veio do Dr. Alan Gaby em um editorial publicado na Carta de Townsend para médicos e pacientes , Agosto / Setembro de 2005. 25

 

"Recentemente, um número crescente de médicos tem feito o uso de suplementos de iodo em doses bastante grandes em suas práticas", escreveu Gaby. "O tratamento consiste tipicamente de 12 a 50 mg por dia de uma combinação de iodo e iodeto, que é de 80 a 333 vezes a RDA de 150 mcg (0,15 mg) por dia. Relatos de caso sugerem que a terapia com iodo pode melhorar os níveis de energia, o bem-estar geral, o sono, problemas digestivos e dores de cabeça. Pessoas com hipotireoidismo que experimentaram apenas uma melhora parcial com a terapia com hormônio da tireoide ficam melhores quando começar a tomar o iodo. Além disso, a doença fibrocística da mama responde bem à terapia de iodo, uma observação que já tinha sido documentada previamente. Os efeitos benéficos do iodo sugerem que algumas pessoas têm uma exigência maior do que o normal para este mineral, ou que influencia favoravelmente a determinados tipos de disfunção metabólica.

 

"Enquanto a terapia com iodo mostra-se promissora, eu estou preocupado com dois conceitos que estão sendo colocados que podem levar ao excesso de zelo na prescrição deste mineral potencialmente tóxico. A primeira é a noção de que a ingestão de iodo na dieta ideal para o ser humano está em torno de 13,8 mg por dia, algo aproximadamente 90 vezes a RDA e mais de 13 vezes o "limite máximo de segurança" de 1 mg por dia estabelecida pela Organização Mundial de Saúde. Em segundo lugar está a alegação de que um exame recém-desenvolvido de carga de iodo pode ser usado como uma ferramenta confiável para identificar a deficiência de iodo."

 

Gaby tem problema com o argumento de que a exigência ideal humano é de 13,8 mg por dia, notando que "a ideia de que os japoneses consomem 13,8 mg de iodo por dia parece ter surgido a partir de uma interpretação errada de um documento de 1967. Nesse estudo, a ingestão média de algas no Japão, foi listado como 4,6 g (4.600 mg) por dia, e as algas foram descritas em conter 0,3 por cento de iodo. O valor de 13,8 mg vem da multiplicação de 4.600 mg por 0.003. No entanto, as 4,6 g de alga consumidas por dia foram expressas em peso úmido, enquanto o valor de 0,3 por cento de iodo - tem como base o peso seco. Uma vez que muitos vegetais contêm pelo menos 90 por cento de água, 13,8 mg por dia é uma significativa superestimação da ingestão de iodo. Em estudos que tenham examinado especificamente a ingestão de iodo entre os japoneses, a média de ingestão (estimada pela excreção urinária de iodo) foi na faixa de 330-500 mcg por dia, que é pelo menos 2,5 vezes menor que 13,8 mg por dia."

 

Quanto ao outro argumento em apoio a uma exigência de iodo, ou seja, que leva em algum valor entre 6 e 14 mg de iodo por via oral por dia para manter a glândula tireoide completamente saturada com iodo "... não é claro que a carga da glândula tireoide ou de outros tecidos com todo o iodo que eles podem segurar é necessariamente uma coisa boa. . . Nossas glândulas tireoide têm desenvolvido um poderoso mecanismo de concentração de iodo, e algumas glândulas tireoide (ou outros tecidos) podem não funcionar tão bem depois de um súbito aumento de 90 vezes na ingestão deste mineral... aumentos relativamente pequenos na ingestão de iodo na dieta têm sido relacionados como causa de hipotiroidismo ou outras alterações de tireoide em algumas pessoas."

 

Quanto à observação de que a suplementação de iodo "promove a excreção urinária de halogênios potencialmente tóxicos, como o brometo e flúor. Enquanto esse efeito pode ser benéfico para algumas pessoas, não está claro até que ponto ele mudaria a relação risco-benefício da terapêutica de iodo megadose para a população em geral."

 

Abraham e seus colegas promovem a utilização do teste de carga de iodo, em que o paciente ingere 50 mg de uma combinação de iodo e iodeto sendo que a urina é coletada nas próximos 24 horas. O paciente é considerado como iodo-deficiente se tiverem menos de 90 por cento da dose administrada excretada na urina, na premissa de que uma pessoa deficiente manterá iodo nos tecidos, ao invés de excretar na urina. Segundo a literatura de um laboratório que disponibiliza o exame, 92-98 por cento dos pacientes que tomaram o teste de carga de iodo foram reconhecidos como deficientes em iodo.

 

De acordo com Gaby, “a validade do teste depende da suposição de que a pessoa média possa absorver pelo menos 90 por cento de uma dose de 50 mg. Pode ser que as pessoas não consigam excretar 90 por cento do iodo na urina não porque seus tecidos são impregnados, mas porque um montante de iodo está saindo nas fezes. Não há nenhuma razão para supor que uma dose de 50 mg de iodo, que é de pelo menos 250 vezes a ingestão diária típica, possa ser quase totalmente absorvido pela pessoa média. Enquanto esta questão não parece ter sido estudado em seres humanos, em animais alimentados com doses suprafisiológicas de iodo (72 a 161 mg por dia) são excretadas aproximadamente 50 por cento dessa dose pelas fezes.”

 

Gaby expressaram preocupações sobre a toxicidade do iodo: "um aumento bastante modesto na ingestão de iodo foram relatados como causa der disfunção tireoidiana, especialmente hipotireoidismo. Em um estudo com 33 pacientes japoneses com hipotireoidismo, a média do nível sérico de TSH diminuiu de 21,9 mU / L para 5,3 mU / L (o que indica uma melhoria no hipotireoidismo), e um terço ficou com eutiroidismo (tireoide normal), quando esse paciente parou de comer algas e outros alimentos ricos em iodo por 1-2 meses. Em uma pesquisa com 3.300 crianças de 6-12 anos dos cinco continentes, a tireoide foi duas vezes maior em crianças com alta ingestão de iodo na dieta (cerca de 750 mcg por dia), comparadas com crianças com ingestão de iodo maior do que o normal. Embora a importância desse  achado não esteja claro, ele sugere a possibilidade de bócio iodo-induzido. Além disso, existem evidências epidemiológicas de que populações com ingestão de iodo dietético "suficiente" ou "normal alta" têm uma maior prevalência de tireoidite autoimune, em comparação com as populações com uma ingestão deficiente de iodo. Em um estudo com crianças em uma área montanhosa da Grécia, com uma alta prevalência de bócio, as medidas tomadas de saúde pública para eliminar a carência de iodo foram seguidas por um aumento de três vezes na prevalência de tireoidite autoimune. Além disso, aumentos modestos de iodo na dieta têm sido suspeitos de causar hipertireoidismo em algumas pessoas, um efeito que é reconhecido em ocorrer com doses maiores de iodo.

 

"Outros efeitos secundários conhecidos de ingestão de iodo em excesso incluem acne, dores de cabeça, reações alérgicas, gosto metálico na boca e tumefação da glândula parótida. Embora as doses de iodo relatado para causar esses efeitos colaterais têm sido muitas vezes superiores às atualmente recomendadas, algumas pessoas parecem ser especialmente sensíveis aos efeitos adversos de iodo".  Gaby conclui: "A possibilidade de que altas doses de iodo / iodeto possa aliviar certas condições comuns é intrigante. Considerando os sumários relatos positivos, uma experimentação empírica da terapia com iodo / iodeto, com base no quadro clínico, parece razoável. Isso não significa, no entanto, que a pessoa média deve aumentar significativamente a sua ingestão de iodo em uma tentativa de saturar os tecidos com esse metal. Tampouco está suficientemente provado de o teste de carga de iodo possa proporcionar uma orientação confiável sobre a necessidade da terapia com iodo. As funções da tireoide devem ser monitorizados em doentes que recebem mais do que 1 mg de iodo por dia. "

 

Posteriores contra-argumentos dos Drs. Abraham e Brownstein e as refutações do Dr. Gaby centraram-se na quantidade de iodo na dieta japonesa e na segurança da ingestão de grandes quantidades. Um ponto importante feito por Abraham e Brownstein é que a exigência de iodo depende da carga goitrogênica. O bromo, agora muito prevalente no fornecimento alimentar, é um goitrogênico, e pode aumentar a nossa necessidade de iodo. Eles também afirmam que muitos dos efeitos tóxicos relatados na literatura foram devido a formas de iodo radioativo. Finalmente, eles contestam a afirmação de que os valores de iodo nas algas consumidas pelos japoneses foram computados pelo peso seco. “A ingestão média diária de iodo por japoneses continental em 1963 foi de 13,8 mg, com base em informações fornecidas pelo Ministério japonês da Saúde, que utilizou apenas o peso seco em seus cálculos, confirmado por uma entrevista por telefone de um de nós (GEA) em Junho 21, de 2005, com os funcionários desta organização.” 26

 

Abrahams e Brownstein também defendem o teste de urina para o carregamento de iodo, destacando os estudos que mostram que o iodo orgânico não é excretado nas fezes. Eles também citaram a sua própria experiência clínica. "Nossa experiência no Centro de Medicina Holística tem demonstrado que pacientes com mais baixos níveis de iodo urinário nos testes de carga são geralmente os mais doentes. Muitos desses pacientes com baixos níveis de iodo na urina muito após o teste de carga têm doenças graves, como câncer de mama, câncer de tireoide, ou doenças autoimune  da tireoide. Todas essas condições foram demonstradas pela literatura em estar associado a deficiência de iodo. Resultados clínicos positivos foram observados na maioria destes pacientes após a suplementação de iodo dentro do intervalo de 6,25-50 mg de iodo / iodeto (1/2 a 4 porções de Lugol em forma de comprimidos)." 27

 

Em resposta, Gaby observou que “todos, com exceção de uma das referências que citei discutiram os efeitos adversos do iodo inorgânico”, e que enquanto o “Dr. Lugol” fez uso de altas doses de iodo sua combinação composta de iodo/ iodeto de potássio, “eles foram recomendadas principalmente para o tratamento de infecções (iodo é um amplo espectro antimicrobiano) e hipertireoidismo, não como suporte nutricional de rotina para a pessoa comum.” Finalmente, ele observa um artigo de revisão publicado em 2000, no qual os autores afirmam que nos anos de 1920 e 1930, quando o iodeto de potássio (KI) foi amplamente utilizado, muitos pacientes morreram de efeitos colaterais induzidos por KI, particularmente o edema pulmonar e insuficiência cardíaca associada.28

 

Conclusões

 

É evidente que não há problemas simples no domínio da alimentação e saúde - e o tema iodo não é exceção. Que conclusões podemos tirar estas afirmações contraditórias sobre o iodo, especialmente suplementação contendo iodeto?

 

Vamos começar por olhar para o IDI de 100-150 mcg de iodo por dia. A maioria diria que esse consumo é muito baixo. No entanto, está alinhado com relatórios de Weston A Price nas dietas primitivas. Em análises preliminares, ele encontrou uma série de 24-32 mcg por dia entre os índios norte-americanos e 131-175 mcg diários para os Inuit 29.  Aparentemente, os inuits, do extremo norte não comem algas. 30 Infelizmente, Price não realizou mensurações mais abrangentes, especialmente entre aqueles que relataram comer algas, como os povos gaélicos Out Hebrids e os índios andinos do Peru.

 

Parece ser bastante difícil estimar a ingestão de iodo nas dietas que contêm algas. Com base nos valores informados nas algas, alguns alegaram níveis de 12 mg (12.000 mcg) em dietas japonesas, 31 que levaram Abraham e Brownstein a propor que “somente o japonês do continente consumia quantidades adequadas de iodo e que 99 por cento da população mundial é deficiente em iodo não radioativo inorgânico, ou seja, eles não atingiram a impregnação de todo  corpo para esse elemento essencial”. 32

 

No entanto, uma análise publicada sobre a ingestão de iodo no Japão encontrou uma série entre 45-1921 mcg por dia, 33 e Weston Price encontrou povos saudáveis ​​consumindo quantidades de iodo na parte inferior desta faixa. Além disso, sem algas, seria muito difícil ultrapassar 1.000 mcg por dia, com base nos valores encontrados em alimentos tradicionais típicos (ver página do gráfico 47). Por exemplo, uma refeição com bacalhau, uma refeição de marisco, incluindo as 20 gramas do hepatopâncreas, e uma refeição de mexilhões, com um  adicional em carne, verduras e legumes fornecem cerca de 1.000 mcg de iodo; dietas à base de carne, mesmo carnes de miúdos, teriam um fornecimento consideravelmente menor.

 

O distinto falecido investigador Emmanuel Cheraskin e seus colegas conduziram um estudo do relato do número total de sintomas e sinais clínicos (como avaliado a partir do Índice do Cornell Medical Health Questionnaire) e correlacionaram os resultados com o consumo médio de iodo. A ingestão de aproximadamente 1.000 mcg por dia é correlacionada com o menor número de sintomas relatados, ou seja, um nível mais elevado de saúde. 34

 

Abraham e Brownstein argumentam que a exigência de iodo humana é de 1.500 mcg por dia (1,5 mg), o que é difícil de se conseguir sem o uso de algas, sal iodado ou suplementação. Eles argumentam que, devido à generalização da toxicidade do brometo e do flúor, a maioria das pessoas hoje em dia exigem, entre 5 e 50 mg por dia, quantidade só é possível com a suplementação; fazem notar que tal suplementação só deve ser tomada sob a supervisão de um médico para monitorar o status de iodo. 35

 

Não podemos ignorar os muitos relatos de melhora da saúde usando vários tipos de suplementação de iodo - seja através de tintura de iodo na pele, o protocolo atomidine recomendada por Edgar Cayce, ou a utilização de compostos de iodo/ iodeto de potássio, tal como proposto pelos drs. Abraham e Brownstein. O aumento da exposição aos goitrogênicos mercúrio, brometos e os compostos de flúor, além dos onipresentes produtos com  soja no fornecimento alimentar, juntamente com o declínio dos níveis de nutrientes de apoio a tireoide, tais como o selênio e vitamina A na dieta moderna, pode explicar porque algumas pessoas precisam de níveis muito mais elevados níveis de iodo do que aqueles encontrados nas dietas tradicionais. Ao Dr. Brownstein deve ser creditado o alerta do público para os perigos de brometos cada vez mais utilizados em alimentos processados, refrigerantes, óleos vegetais, pães e até mesmo na substituição de iodo em lavagens das tetas nas vacas leiteiras, bem como em milhares de produtos de consumo.

 

O protocolo Abraham incorpora riscos de reações adversas e deve ser realizado sob a supervisão de um médico com experiência em usá-lo. Como esses médicos salientam, o iodo consumido em doses de miligramas deve ser acompanhado de um programa nutricional completo que inclua quantidades adequadas de selênio e magnésio, e, afirmam, em conjunto com ácidos graxos ômega-3, e com a supervisão cuidadosa das reações de desintoxicação. Segundo o Dr. Brownstein, o cloro aumenta a depuração renal de brometo e o uso de cloreto de amônio ou de sal reduz o tempo necessário para a desintoxicação do brometo. Ele recomenda a administração oral de cloreto de sódio (6-10 g por dia) ou cloreto de sódio por via intravenosa para aumentar a depuração renal do brometo. 31

 

Dr. Gaby alertou para um cuidadoso estudo que não deve ser ignorado. Não é todo profissional de medicina que relata os resultados marcadamente positivos descritos pelos médicos que utilizam o protocolo Abraham, e alguns indivíduos, incluindo essa autora, tiveram reações adversas à solução de Lugol. O estudo deve incluir um grupo controle e grupos que usam outras terapêuticas de iodo, tais como tintura de iodo na pele, o protocolo atomidine ou até

Especificações Gerais
Conteúdo Por motivos técnicos e cuidados especiais o frasco é de 30ML e contém 20ML DE LUGOL.
Contra indicações Crianças: Somente acima de 50 kg.
Modo de Usar Tomar apenas 2 gotas por dia diluído em água. Adultos tomar pela manhã em jejum
Validade 180 dias

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