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ALIMENTAÇÃO PARA FUTURAS GESTANTES E BEBÊS

Autoras: Mary Enig & Sally Fallon Qualquer esforço para assegurar uma ótima nutrição para o seu bebê tem que começar muito tempo antes dele ser concebido. A sabedoria dos povos primitivos é imensamente superior à nossa nesse aspecto, uma vez que é uma prática comum entre grupos isolados a alimentação com comidas especiais a homens e mulheres no período de tempo anterior a uma futura concepção. Os estudos de Dr. Weston Price revelaram que essa comida incluía: carnes (orgânica), cabeças de peixe, ovos de peixe, moluscos, insetos e gorduras animais - ricas em vitaminas lipossolúveis A e D como também minerais macro e micro-elementares. Casais que planejam ter filhos deveriam comer liberadamente fígado orgânico e outras carnes, ovos de peixe e outro frutos do mar, ovos, além de uma boa manteiga, nata e produtos fermentados de leite. Isso deveria ser consumido pelo menos seis meses antes de concepção. Uma dose diária de óleo de fígado de bacalhau é também um suplemento aconselhado. Carnes orgânicas, legumes, grãos e legumes deveriam abundar na dieta, com uma ênfase especial nos legumes verdes folhosos ricos em ácido fólico que é necessário para a prevenção de defeitos congênitos como a “spina bífida”. Uma boa regra para mulheres grávidas é a ingestão de fígado, uma vez por semana, pelo menos dois ovos por dia e 1 colher de chá de óleo de fígado de bacalhau. Quantias apropriadas de “superalimentos”, como o óleo de manteiga (altamente vitaminada), óleo de prímula, óleo de groselha, pólen de abelha, sais minerais, óleo de germe de trigo e acerola, proverá ótimas quantias de nutrientes para sua criança que está por nascer. Suco de beterraba e kombucha (chá, disponível no Brasil, NT), com suas propriedades protetoras do fígado, são úteis para a prevenção de futuras indisposições matinais – são alimentos ricos em vitamina B6, tanto quanto as formas cruas apropriadas de carne e peixe. Um jejum de limpeza, empreendido seis meses ou mais antes de concepção, é uma boa idéia, mas durante os seis meses antes da concepção e os nove meses de gravidez é vital o consumo de comidas com alta densidade de nutrientes. Todo o esforço deveria ser feito no sentido de aumentar o digestibilidade da dieta por caldos de carne e a inclusão de grãos lacto-fermentados, bebidas e condimentos. Todas as calorias vazias e substâncias prejudiciais deveriam ser eliminadas: açúcar, farinha branca, gordura hidrogenada e óleos vegetais, excesso de óleos poli-insaturados, tabaco, cafeína e álcool. Deveriam ser evitados os anticoncepcionais orais durante este período preparatório, pois os mesmos depletam muitos nutrientes, particularmente o zinco, o "mineral inteligente". A importância de amamentar seu bebê, especialmente durante os primeiros meses de vida, não precisa ser enfatizada. O leite materno foi projetado perfeitamente para o seu bebê ter o melhor desenvolvimento físico e mental. Os bebês alimentados com leite materno tendem a serem mais robustos, mais inteligentes e mais livres de alergias e outras queixas, especialmente as dificuldades intestinais, comuns naqueles alimentados com fórmulas infantis. Além disso, o colostro produzido pelas glândulas mamárias durante os primeiros dias de vida de um bebê ajuda a proteção contra os resfriados, gripes, pólio, infecções por estafilococo e vírus. Porém, deve ser enfatizado que a qualidade do leite de mãe depende em muito de sua dieta. Quantias adequadas de produtos de origem animal assegurarão apropriadas quantias de vitamina B12, A e D como também todos os minerais fundamentais como o zinco. As mulheres em lactação deveriam persistir com uma dieta que priorize o fígado, os ovos e o óleo de fígado de bacalhau. Produtos de leite integral e caldos (com ossos) assegurarão que o bebê recebe a quantia de cálcio adequada. Praguicidas e outras toxinas estarão presentes no leite da mãe se tais substâncias estão presentes na dieta, assim todo o cuidado deveria ser tomado para consumir comidas orgânicas (de origem animal ou vegetal) durante a gravidez e lactação. Comidas orgânicas também provêem os ácidos graxos ômega-3 necessários para o ótimo desenvolvimento do bebê. Deveriam ser expressamente evitadas as gorduras hidrogenadas, pois seu consumo resulta em diminuição no conteúdo gorduroso do leite da mãe. As gorduras trans se acumulam no leite de mãe e podem conduzir a acuidade visual diminuída e dificuldades de aprendizado na criança. A amamentação deveria ser continuada idealmente durante seis meses a um ano. Se o leite da mãe não é adequado ou não é de boa qualidade, ou se a mãe não pode manter o aleitamento por qualquer razão, uma fórmula de bebê caseira, em lugar de uma fórmula comercial, pode ser usada. As fórmulas infantis comerciais são misturas industriais compostas com leite ou farinha de soja produzidas em processos que utilizam altas temperaturas. Tal procedimento desnatura as proteínas e adiciona muitos carcinógenos. As fórmulas lácteas causam freqüentemente alergias enquanto as fórmulas baseadas em soja contêm ácido fítico, um bloqueador mineral, além de inibidores de crescimento e formas vegetais de combinações de estrogênios (fitoestrógenos) que podem ter efeitos adversos no desenvolvimento hormonal na criança. Fórmulas baseadas em soja também são destituídas de colesterol, altamente necessário para o desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso. Felizmente, é possível compor uma fórmula que se assemelha em muito ao leite da mãe. Sempre que possível esta fórmula deveria ser baseada em leite orgânico cru, de vacas certificadas livre de tuberculose e brucelose. O leite deveria vir de vacas que recebem alimentação apropriada para bovinos, ou seja: pasto nos meses quentes e feno e leguminosas no inverno, nunca soja ou ração de semente de algodão. Idealmente, o leite deveria vir de vacas Jersey ou Guernsey, no lugar das Holsteins, uma vez que isto oferece um alto conteúdo de gordura. Isto pode ser comprado no interior rural de alguns estados (EUA). Claro que tal leite deveria ser produzido sob as condições mais rigorosas de higiênicas e deveria ser armazenado em recipientes esterilizados. Mas o leite não deveria ser aquecido. O leite cru, corretamente produzido, não representa um perigo a seu bebê, apesar das inúmeras propagandas em contrário que a saúde pública tem afirmado. O leite cru contém enzimas e anticorpos que o tornam menos suscetível à contaminação bacteriana do que o leite pasteurizado, uma vez que muitas toxinas que causam diarréia e outras doenças sobrevivem ao processo de pasteurização. Seu nariz lhe falará se o leite está contaminado ou deteriorado - mas o leite pasteurizado pode ser contaminado seriamente sem o informativo odor de advertência! O leite cru é mais fácil de seu bebê digerir do que o pasteurizado e menos provável de causar câimbras, constipação e alergias. Se não é possível para você obter leite cru certificado, comece com a melhor qualidade de leite pasteurizado integral que você consiga encontrar, não homogeneizado, e o exponha durante 12 horas com kefir para restabelecer as enzimas perdidas pela pasteurização. Ou, você pode preparar uma fórmula sem leite, obtida com fígado orgânico. O fígado orgânico também deveria ser acrescentado às fórmulas produzidas com leite de cabra, pois esse produto é deficiente em ferro, ácido fólico e vitamina B12. Ambas essas fórmulas infantis, preparadas com leite ou de carne foram projetadas para proporcionar para a maior correspondência possível com os vários componentes do leite humano. Nossa fórmula láctea leva conta o fato de que o leite humano é mais rico em soro, lactose, vitamina C, niacina, manganês e ácidos graxos de cadeia longa quando comparados ao leite de vaca e mais pobre em caseína (proteína de leite). A adição de gelatina para a fórmula de leite de vaca o tornará mais digerível para a criança. A fórmula baseada em fígado também imita o perfil nutriente do leite de mãe. Só use fórmulas com precisão na informação de seus lipídios, caso contrário pode faltar vitamina E. Um suplemento sábio para qualquer bebê, seja ele alimentado no peito ou por mamadeira é uma gema de ovo por dia, nos primeiros quatro meses. A gema de ovo provê o colesterol necessário para o desenvolvimento mental como também os importantes aminoácidos com enxofre. As gemas de ovo de galinhas alimentadas com pasto ou galinhas alimentadas com ração de linho, farinha de peixe ou insetos também são ricos em ácidos graxos essências de cadeia longa ômega-3 encontrados no leite de mãe, mas que pode estar faltando no leite de vaca. Estes ácidos graxos são essenciais para o desenvolvimento do cérebro. Serão recompensados os pais que instituem a prática de alimentar com gema de ovo com filhos que falarão e caminharão mais cedo. A clara, que contém proteínas de difícil digestão, não deveria ser dado antes da idade de um ano. Quantias pequenas de fígado orgânico cru podem ser acrescentadas à gema de ovo depois de seis meses. Isto imita a prática de mães africanas que mastigam fígado antes de dar às crianças como o seu primeiro alimento. O fígado é rico em ferro, um mineral que tende a ser baixo no leite da mãe. Uma pitada de sal marinho acrescentado à gema também facilitará o desenvolvimento de cérebro. O sal é necessário ativar a formação de células da glia no cérebro, as células que fazem conexões que nos ajudam a pensar mais rapidamente. Infelizmente, o sal é omitido freqüentemente da comida comercial de bebês, na equivocada convicção de que o sal deveria ser evitado. Se você administrar outros alimentos à dieta de seu bebê, esteja seguro de que eles são salgados com sal marinho não refinado. Uma prática infeliz nas sociedades industriais é a alimentação com cereais às crianças. Os bebês produzem pequenas quantias de amilase, necessárias para a digestão de grãos, e não são maduros para digerir cereais, especialmente o trigo, antes da idade de um ano. (Alguns peritos proíbem todos os grãos antes da idade de dois anos.) O intestino delgado do bebê produz basicamente uma enzima para os carboidratos – a lactase, para a digestão de lactose. (Leite cru também contém lactase.) Muitos médicos advertem que a alimentação precoce com cereais pode conduzir às alergias aos grãos posteriormente. As comidas sólidas iniciais do bebê deveriam ser comidas de origem animal uma vez que seu sistema digestivo, embora imaturo, é melhor equipado em prover enzimas para digestão de gorduras e proteínas do que de carboidratos. Carboidrato na forma de banana fresca, triturada pode ser adicionado depois da idade de seis meses, pois as bananas são ricas em enzimas amilase e assim são digeridas facilmente pela maioria das crianças. Algumas sociedades pré-industriais dão mingaus de alguns cereais, deixados de molho por 24 horas, para bebês a partir de um ano. Deixar de molho em um meio ácido neutraliza os fitatos e inicia o fracionamento dos carboidratos, o que permite que as crianças obtenham a melhor nutrição dos grãos. Também provê ácido láctico aos intestinos, o que facilita a captação de minerais. À idade de cerca de dez meses, podem ser introduzidos carnes, frutas e legumes, um de cada vez para que se possa observar qualquer forma de reação adversa. As comidas com carboidrato, como batatas, cenouras, nabos, etc., deveriam ser trituradas com manteiga. (Não exceda nos legumes laranja pois o fígado imaturo do bebê pode ter dificuldade em converter carotenóides em vitamina A. Se a pele de seu bebê desenvolver uma cor amarelada, isso é um sinal que ele não está fazendo a conversão, descontinue legumes laranja durante um tempo.) Raízes lacto-fermentadas (como o taro) fornecem uma comida com carboidratos excelente para bebês. É sábio para alimentar de vez em quando para os bebês um pouco de coalhada ou iogurte para que ele se familiarizar com o gosto azedo. Acima de tudo, não prive seu bebê de gorduras de origem animal - ele as necessita para um ótimo crescimento físico e adequado desenvolvimento mental. O leite de mãe contém mais do que 50 % de suas calorias em gordura, na maior parte gordura saturada, e as crianças precisam desses tipos de gorduras ao longo dos anos de crescimento. É pouco inteligente dar sucos de fruta ao bebê, especialmente suco de maçã que provê só carboidrato simples que deteriorará facilmente o apetite de uma criança para as comidas mais nutritivas. O sorbitol, um álcool adocicado do suco de maçã, é difícil digerir. Estudos demonstraram uma ligação entre dificuldades de crescimento em crianças com dietas ricas em suco de maçã. Alimentos ricos em frutose são especialmente perigosos para crianças em crescimento. A melhor bebida para uma criança nessa idade é o leite integral cru. Ele pode ser introduzido lentamente ao bebê acostumado com o peito ou com as fórmulas caseiras. Lembre-se de que os bebês deveriam ser roliços e as crianças deveriam ser robustas e fortes, não magras. Os bebês precisam de gordura no corpo para alcançar um ótimo crescimento. A gordura ao redor dos tornozelos, joelhos, cotovelos e pulsos são a gordura de crescimento que assegura uma nutrição adequada para o desenvolvimento dos ossos. Bebês gordinhos crescem adultos robustos, bem-formados, nem muito altos, nem muito baixos, magros ou não, de acordo com suas heranças genéticas. Mantenha seu bebê longe de comidas de quaisquer alimentos industrializados, especialmente os “junk-foods”, mas não pense que você pode fazer isto indefinidamente. A menos que você prenda sua criança em um armário - ou viva em uma comunidade fechada, cedo ou tarde ele entrará em contato com comidas de baixa qualidade. A melhor proteção será a melhor dieta que você lhe deu durante a infância e seu exemplo amoroso nos anos posteriores. (Esse texto foi extraído do livro “ Nourishing Traditions” De Sally Fallon com Mary G. Enig – pgs. 598 – 601)